terça-feira, 10 de agosto de 2010

Florestan Fernandes segue vivo

Do sítio do MST, homenagem ao mestre Florestan Fernandes
Mestre Florestan Fernandes

Há 15 anos, no dia 10 de agosto de 1995, morria Florestan Fernandes, uma referência continental no desenvolvimento metodológico e científico da sociologia.
Paulista, nascido em 1920, filho de migrantes portugueses, deixou mais de 50 obras escritas. Foi deputado federal constituinte, eleito pelo Partido dos Trabalhadores, e professor rigoroso.
De origem humilde, fez de tudo na vida, trabalhando e ajudando na sobrevivência familiar, até romper as barreiras elitistas da USP (Universidade de São Paulo) e se tornar seu aluno, professor e mais tarde um mestre de referência.
Sempre manteve a coerência ideológica e compromisso com a classe trabalhadora. Punido pela ditadura militar, amargou o exílio. Voltou ao Brasil e continuou a luta em defesa da classe.
É sem duvida o mais importante intelectual orgânico do século 20. Bebeu na fonte dos clássicos e estudou com profundidade as classes sociais na sociedade brasileira.
Defendeu com coragem a necessidade de uma verdadeira revolução social, que pudesse construir uma sociedade com justiça e igualdade em nosso país.
O povo brasileiro, a classe trabalhadora, os movimentos sociais e os intelectuais orgânicos - todos os que desejamos mudanças na sociedade brasileira - ficamos de luto.
Seu legado, no entanto, nos anima a continuar a luta.
Florestan defendeu como ninguém a importância da educação, da formação da consciência de classe, do acesso ao conhecimento como uma necessidade da classe trabalhadora para se libertar da humilhação, discriminação, opressão e da exploração imposta pelos ricos e poderosos.
O MST se orgulha de ser um dos seus seguidores e de ter apreendido muito com seus escritos e com seu exemplo. Por isso nossa escola nacional de formação de quadros, localizada em São Paulo, se chama Escola Nacional Florestan Fernandes.
Florestan Fernandes segue vivo, por sua obra e exemplo de vida.
"Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres"!
São Paulo, 10 de agosto de 2010.
Secretaria Nacional do MST
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