quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ocupação do MST

NOTA
Esclarecimento sobre a ocupação do MST em Iaras (SP)

Cutrale usa terras griladas em São Paulo

Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja, que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou o censo agropecuário do IBGE.

A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.

A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.

Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras. Nossa ação não é contra as laranjas, mas contra a Cutrale. Infelizmente, as influencias da empresa na imprensa nacional, manipulou o protesto dos ocupantes, para esconder a verdadeira situaçao. A mesma imprensa esqueceu de comentar que usando os metodos mais escusos possiveis a CUTRALE se transformou numa empresa que monopoliza todo comercio de laranjas do estado de são paulo. E que superexplora os agricultores dela dependentes.

O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.

Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1.600 famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias.

Direção Estadual do MST-SP

5 comentários:

  1. mais um tiro no pe do mst.

    os "pobre mortais" que veem globo entenderam outra coisa.

    esse negocio de fazer acao para tentar demonstrar alguma outra coisa e chegar la e destruir geral ...bem..fica bonito ver os p'es de laranja caindo....mas a opiniao da massa trabalhadora...hum....

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  2. Fredão,

    É nosso papel, que conseguimos ter acesso a "outra versão", digamos assim, contrapor ao que o jornal nacional e a globo passam para a grande massa de nosso país.

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  3. e como voce pretende fazer isso ??

    voce nao dispoe ai de um veiculo de massa ne ?

    vais aparecer na tv a qualquer momento ??

    acorda ari..o tempo da mensagem ja passou e ja nem se fala mais nisso...o dano foi feito.

    a unica tv publica que temos que transmite nacionalmente nessa mesma hora estava reprisando o castelo ra-tim-bum.

    dai voce tira.

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  4. Não, fredão. Não possuo um veiculo de massa. Mas não é por isso que deixaremos de enfrentar o pensamento reacionário. Não é por isso que deixaremos de combater o pensamento burguês.

    Pode ser que o "tempo" já tenha passado no momento, mas é esta é apenas uma batalha. Outras muitas virão, afinal, a luta de classes está aí.

    E, por fim, nem dá para tirar a tv cultura como exemplo de nada.
    E temos outra Tv pública, que é a TV Brasil, recem criada.

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  5. eu estava falando da tv brasil.
    ass: fred...to sem saco de logar.

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