terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Saúde em Pernambuco

Eita! Agora tô formado. Ontem foi a minha colação de grau. E nada mais apropriado (ou não) que trazer uma breve postagem sobre a questão da saúde em Pernambuco. Não pretendo fazer uma análise mais aprofundada. Quero apenas trazer alguns elementos que estão jogados na grande mídia nos últimos dias.

O Governador Eduardo Campos oficializou, em entrevista ao JC no último domingo, o que já estava dado: a saúde será a grande pauta em 2010. Infelizmente um ano eleitoral, o que tenderá a superficializar o debate e provocar falsas polêmicas.


E o grande tema do momento é o embate: CREMEPE x SECRETARIA DE SAÚDE DE PERNAMBUCO.

De um lado, o secretário João Lyra Neto, que também é vice-governador, coloca que todos os problemas na saúde do Estado de Pernambuco ocorrem por culpa da categoria médica. Do outro, a categoria (categoria, entenderam? classe é outra coisa!) coloca como se não tivesse nada com o que acontece.

O que eu acho é o seguinte: o governo acerta em cheio ao querer cobrar pontualidade dos profissionais. Acerta como eu não achava que acertaria. Estamos cansado de ver médicos e médicas que não cumprem nem metade do horário para o qual recebem do SUS. E ainda se acham certos. A falta de compromisso com a carga horária, por parte dos profissionais médicos, é uma das maiores aberrações que pude presenciar nestes anos como estudante de medicina.


Mas onde é que peca o governo? Em dois pontos principais: o primeiro está em achar que a solução está na falida experiência das Fundações Privadas. Será que não estão vendo que não tem dado certo nos estados onde foi implementada esta fórmula? Será que não bastou a péssima experiência do Dom Malan em Petrolina, onde o próprio IMIP, que assumiu agora o Hospital Miguel Arraes, abandonou o barco?


O segundo está em iludir a população ao soltar bravatas, como diz a nota do CREMEPE divulgada hoje, e culpar a categoria por todos os problemas.


Aliás, a nota do CREMEPE é perfeita ao colocar que "a área de Saúde continua um desastre" em nosso estado. E claro que não é culpa apenas deste governo. Mas, se há avanços, eles são quase que imperceptíveis até agora. Os hospitais continuam sucateados. As precárias condições de atendimento são explícitas.


Cabe ao Conselho agora contribuir na luta por uma saúde pública de qualidade em nosso estado. Se partir para uma pura defesa corporativa, como acontece em muitas situações, tende a perder credibilidade com a população. A categoria precisa ser cobrada sim, pois não são poucos os que deixaram o juramento de Hipócrates para trás. Mas o debate do Secretário de Saúde é superficial e cheira a populismo barato.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ritmos e Sons de Pernambuco


É uma indicação do twitter da banda Eddie (@bandaeddie).

Chama-se "DIFUSORA". Uma compilação do DJ Tales. Muita coisa boa do que é produzido aqui em Pernambuco.

Seguem abaixo a lista de músicas e o link para o blog que promove o lançamento do CD, com o respectivo link para download. (ou clica aqui)

1. Eddie - Bairro Novo/Casa Caiada
2. Bonsucesso Samba Clube - O Samba Chegou

3. Orquestra Contemporânea de Olinda – Toda Massa

4. Academia da Berlinda – Academia da Berlinda

5. A Roda - Popets

6. Guardaloop – Sangue de Verdade

7. Isaar - Azul Claro

8. Alessandra Leão - Desperta

9. Siba – Meu Time

10. Maciel Salu - Na Luz do Carboreto

11. Zé Cafofinho - Canela

12. Junio Barreto – Qualé Mago

13. China - Sem Paz

14. Mombojó - Deixe-se Acreditar

15. Volver - Tão Perto, Tão Certo

16. Vamoz! - Target of Rock

17. Amp - Acidez

18. Ciné - Cha Cha Cha du Loup

19. Catarina Dee Jah - Sarará

20. Júnior Black - RGB

21. Ska Maria Pastora - Cabelo de Fogo

22. 3 na Massa - Frevo da Saudade

23. Maquinado - O Som

24. Jam da Silva - Mania


Bônus track:

DJ Dolores - Lição (Instituto Mix)

http://magazinebrazuca.blogspot.com/2009/08/la-compilation-difusora-trasmission.html


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Samba de Eduardo Gudin

Tempão que não postava nada sobre música. Esta agora é para colocar dois vídeos com músicas do Eduardo Gudin.

Esse sambista tem centenas de músicas gravadas pelos mais diversos intérpretes. Sua parceria mais douradora se deu com outro grande nome da nossa música: Paulo César Pinheiro. Esta dupla até já foi citada em postagem aqui em 2007 (aqui), quando falo do lp "O Importante é que a nossa emoção sobreviva" de 1975.

Pois bem, as duas músicas em formato de vídeo que posto aqui são:
"Veneno" e "Lá se vão meus anéis". Com Theo da Cuíca, Márcia e o próprio Eduardo Gudin. Aliás, a Márcia também participa de algumas faixas do lp que citei a pouco do Gudin e do PCP.

Eis os vídeos. Samba de primeiríssima qualidade.





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Carta de Carlos Nelson Coutinho sobre 2010

Publico abaixo a carta que Carlos Nelson Coutinho escreveu a Luciana Genro acerca do apoio do PSOL à candidatura de Marina Silva. Muito boa!

Carta de Carlos Nelson Coutinho sobre 2010

14/11/2009

Querida Luciana,

Li com atenção a tua declaração de apoio a Marina e a resposta de nosso bravo Temer, onde sou citado. Quero dizer, antes de mais nada, que não me considero “à esquerda” dos que defendem, em nosso Partido, o apoio a Marina, até porque estou de pleno acordo com os princípios estratégicos pelos quais este apoio é justificado, sobretudo em tua declaração.

Em outras palavras: concordo plenamente que devemos evitar o isolamento, devemos fazer alianças etc. etc. Se eu não acreditasse em tais princípios estratégicos, não teria militado por mais de vinte anos no velho PCB. Fico feliz em ver que vc, mas também muitos outros companheiros, compreenderam a validade geral destes princípios, que eu não hesitaria em chamar de leninistas.Mas, como dizia o velho Lenin, a alma do marxismo é a análise concreta de situações concretas. Os meios para sair do isolamento — e a natureza das alianças que devem ser buscadas para que isso ocorra — dependem sempre de uma análise de cada caso concreto. A justeza do princípio não assegura automaticamente a sua correta aplicação. A história do PCB está repleta dessa combinação entre um princípio justo e uma aplicação desastrosa. Esta história demonstra como é difícil se manter no estreito fio da navalha entre um princípio correto (o de evitar o isolamento e de fazer alianças) e o mais deslavado oportunismo. A incapacidade de fazê-lo é uma das razões do declínio do PCB.

Um raciocínio semelhante vale para o PT. Demorei a entrar no PT, mesmo depois de minha saída do PCB, porque não concordava com a política isolacionista que marcou os primeiros anos do Partido. Aderi ao PT quando ele começou a compreender, embora ainda com limitações, os princípios que vc defende hoje. E o abandonei precisamente quando tais princípios, mal aplicados, levaram a alianças oportunistas, como aquelas que Lula fez para ser eleito e governar. Entrei no PSOL temeroso de que o Partido, em sua maioria, optasse por uma política isolacionista. Até por isso, fiz a brincadeira, mencionada pelo Temer, de que eu estava à direita. Saúdo com alegria o fato de que lideranças tão expressivas como vc, Robaina, Martiniano e tantos outros estejam defendendo uma política de alianças, no esforço para evitar o isolamento. Concordo inteiramente com a ideia de que o PSOL não deve ser um simpático bando de abnegados que dão um testemunho da sua coerência, mas sem que isso tenha a menor incidência na vida real de nosso povo.

Portanto, o que agora nos divide não são os princípios, mas sua apliação a um caso concreto. O apoio a Marina significaria uma aliança com o PV, um partido liderado nacionalmente por figuras como Sirkis, Sarneysinho, Gabeira etc. Com que autoridade combateríamos a aliança do PT com o PMDB, com os Meireles da vida etc., e justificaríamos ao mesmo tempo a nossa com tais figuras, quase sempre aliados do DEM e do PSDB? E vc acha que teríamos algum espaço na construção do programa da candidatura Marina? Teríamos ocasião de defender o socialismo e mostrar que o capitalismo não pode resolver os problemas ecológicos? No seio de tal aliança, não lastreada num programa claro, perderíamos nossa identidade — uma identidade ainda pouco definida e que, por isso, precisa ser fortalecida.

Não quero aqui discutir a figura de Marina. O que importa avaliar é o que ela e seu partido representam no cenário político de hoje. Como ela certamente não vai ser eleita, teríamos o desprazer de ver nossos aliados desembarcando em massa na candidatura tucana no segundo turno. E se, por milagre, ela o fosse, teríamos certamente desprazeres ainda maiores, ao ver como ela comporia o seu governo. Por outro lado, ao contrário do que vc supõe, não creio que este apoio fortaleceria o nosso Partido. Nisso, como em tantas outras coisas, faço minhas as palavras do Temer.

Por tudo isso, fui e continuo favorável à candidatura da Heloísa. Entre outras coisas porque o risco de que ela não seja eleita para o Senado — um risco real — seria, caso concretizado, uma catástrofe para nós. Não sendo Heloísa a candidata, continuo defendendo uma candidatura própria. Pouco importa que este candidato seja Plínio, Temer, Chico Alencar ou… vc. (Uma bela candidata!). Entre outras coisas, isso manteria a possibilidade de uma aliança com o PSTU e o atual PCB, que certamente estão à minha esquerda, mas com os quais partilho o empenho na luta por uma nova sociedade.

Bem, querida, dixi et salvavi animam meam. Desculpe por ter escrito um e-mail tão grande. É que, tal como se dá com vc, o tema me é muito caro.

A correta resolução desta questão me parece condição para a sobrevivência do PSOL.

Saudades. Um beijo grande,

Carlos Nelson

Não me aborreceria se vc divulgasse este meu e-mail.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Marina e as doações pela internet


Desde o início das movimentações que tenho visto a pré-candidatura de Marina Silva, do PV, com muitas ressalvas. Muito porque ela surgiu bancada por setores da direita do nosso país. E tem apostado num fraco debate ambiental, pois não faz um verdadeiro enfrentamento às raízes dos problemas. Não vejo como avançar na questão do ambiente nos marcos do capitalismo.

Alguns setores do PSOL fazem a defesa da aliança com Marina argumentando que ela pode sim apresentar um programa de esquerda nas eleições. Acho difícil. O PV é um "balaio de gato" e não acho que a direita abriria mão desta forma, fortalecendo assim uma candidatura de fato progressista. O PSOL aposta nisso. Achos que as próximas semanas trarão uma maior clareza para este cenário.

Mas esta postagem surgiu para comentar algo que li nos noticiários e, então busquei o sítio oficial do PV para melhor certificar-me. O Partido Verde apostará nas doações pela internet. Querem apostar na repetição, mesmo que parcial, do fenômeno Obama que arrecadou US$ 500 milhões, sendo que a média de doação individual não ultrapassou US$ 100.

Acredito que será pífio o resultado. Por dois motivos principais: em primeiro lugar, não dá para comparar o acesso à internet nos Estados Unidos com o aqui existente. E em segundo lugar, na linha do que apresentei no início da postagem, não se tem clareza de quem estará por trás da candidatura de Marina. Serão forças de direita? Serão forças progressistas? Serão só grandes empresários? Não há quem consiga responder a esta pergunta hoje. E quem vai querer bancar algo sem saber se tem procedimento, como diz o matuto e a matuta?

Posso me equivocar nas análises e a candidata Marina vir a apresentar um programa que avance qualificadamente em questões ambientais e sociais, tornando-se uma alternativa popular nas eleições em 2010. Mas acho muito remoto. Muito mesmo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Arte e Política. Arte é Política?

Tchau, Jarbas! (Gil Vicente)

Lembro de debates acalorados que tinha sobre arte e política com Fredão, médico, ator e comentarista contumaz deste blog. Talvez naquela época carregasse um tantinho mais de leiguice que hoje.

Não vem ao caso o que penso agora, mas a essência do que dizia na época era o seguinte: não existiria arte sem política. Não me referia, necessariamente, à arte panfletária. Mas não concebia a arte pela arte. Lembrei dessa história ao ler reportagem no jornal de hoje que fala da mostra: Nós-Vó-Gov: O que pode e o que não pode que tem início na próxima sexta-feira no Núcleo de Artes Visuais e Experimentais, na rua do Lima, aqui no Recife. A exposição reunirá os artistas Gil Vicente, Flávio Emanuel e Rodrigo Braga.

A reportagem trata do intencional conteúdo político das obras. Chamo atenção para duas.

As de Gil Vicente tratam-se de espécies de auto-retratos em que ele aparece apontando armas pra representantes de instâncias do poder político-social e religioso. No início e no final da postagem publico dois deste desenhos.

Já o Flávio Emanuel fez uma intervenção que, digamos assim, provocou certa mobilização de aparatos do estado. Ele produziu um artefato parecido a uma bomba e colocou próximo a uma agência da Celpe (companhia de energia de Pernambuco privatizada por Jarbas) localizada na Conde da Boa Vista, principal avenida do centro do Recife. Quando percebido (o artefato), a agência foi fechada, a avenida interrompida. Todo um protocolo foi seguido até que a suposta bomba fosse detonada. Agora, o interessante: a polícia anunciou à imprensa, após a detonação, que foram encontradas uma série de frases desconexas escritas num papel que estava dentro da "bomba". Mas não eram frases desconexas: o artista escreveu "eu te amo" em vários idiomas.

Reproduzo o trecho da reportagem:
"A idéia de Flávio Emanuel era chamar a atenção para o que artista considera uma nova forma de ditadura, não política, mas econômico-social, já que todos os cidadãos estão subordinados, de algum modo, aos caprichos de prestadores de serviço - telefônicas, empresas de energia elétrica, cartões de crédito e órgãos governamentais."

A despeito de algumas divergências teóricas, ótima ação, não?


Minha legenda livre seria: "Vende o país agora, seu merda!"

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caso da expulsão na Uniban


No meu internato no curso médico, período composto quase que exclusivamente pela prática médica em hospitais e serviços de saúde, escutei muito durante o rodízio em determinado hospital uma expressão, dita por residentes, que era: "aqui só pode estar chovendo de baixo pra cima!!!".

E quando ela era dita? Principalmente quando algum doutorando, como são bizarramente chamados os estudantes de medicina no internato, "ousava questionar a autoridade" de alguém hierarquicamente superior ali no serviço.

Exemplifico: se um residente pede que o doutorando cumpra determinada tarefa e este questiona se realmente é seu papel, o caminho estava aberto para um sonoro: "aqui só pode estar chovendo de baixo pra cima!!!".

Lembrei desta historinha porque foi a primeira frase que me veio a cabeça ao constatar o gigantesco ABSURDO neste caso todo da Uniban.

Não sabe o que aconteceu na Uniban? Vou resumir com minhas palavras: uma estudante foi covardemente agredida (de várias formas, menos fisicamente) por outros estudantes que julgaram que a saia dela seria curta demais. Sendo assim, tinham o direito de a chamar de "puta" e de a ameaçar "estupro". A coisa ganhou tal proporção, que a moça teve que sair escoltada pela polícia militar. ABSURDO, não? Mas não foi só isso: provocou-me asco ver senhores e senhoras ditos "formadores de opinião" da grande imprensa julgando a postura. Não cabe nem discorrer sobre isso. Muitos devem ter visto. ORA ESSA: os criminosos são os potenciais estupradores! PONTO FINAL! Não machuquem meus ouvidos falando que "ela quis provocar" e outras burrices mais!

Mas enfim. Quando eu achava que nada mais PODIA acontecer, a tal universidade vem e EXPULSA a garota com argumentos dos mais atrasados possíveis. Dignos do que poderíamos esperar do Olavo de Carvalho ou do Reinaldo Azevedo, da Veja, sobre o caso.

Para mim, isso é reflexo do que já venho percebendo em outras movimentações. A direita, com seus discursos reacionários, tem ganho espaço e tem avançado. Menos mal é que podemos observar avanços na organização da esquerda também. Apesar do momento de descenso da luta de massas. O que também dá outra postagem, mas fica para outro momento.

domingo, 8 de novembro de 2009

Marmelada no futebol brasileiro

Qual a sua preocupação, Ricardinho?

Não tem jeito. Eu admito... admito "dicumforça". Futebol ainda é um dos meus principais defeitos. E não me refiro à minha prática com a pelota, pois até desenrolo bem como goleiro. Estou falando é de futebol de uma maneira em geral.

Não é preciso nem muita inteligência para ligar os pontos e ter a noção de que os rumos do futebol são definidos pelo grande capital. E achar que este poder é exercido apenas na definição de horários ou na composição da tabela é ingênuo. Não faria sentido para quem ganha dinheiro com futebol arriscar seus lucros.

É vergonhoso o que está sendo feito para manter os times cariocas na chamada elite do futebol brasileiro. O pessoal do sudeste/sul do país costuma desqualificar dizendo que isso é "complexo de inferioridade". Mas eu chamo para uma simples reflexão: para a Globo e para os patrocinadores do futebol, faz mais sentido ter Sport e Náutico na dita elite ou ter Fluminense e Botafogo? Ora essa. É simples. Não tem segredo. E sendo mais lucrativo a permanência destes na 1ª divisão, por que não um acordo aqui, uma troca de favor alí? Ninguém tá nessa porque o futebol é uma "caixinha de surpresas". Taí uma expressão muito da mentirosa.

E algo que me chama a atenção é o que vi hoje. Quando o prejudicado eventualmente é um time do sul/sudeste, como foi o palmeiras hoje contra o fluminense, o fato ganha uma notoriedade impressionante.

Mas enfim... um dia eu aprendo. Ainda acredito, e Eduardo Galeano me ajudou nessa reflexão, que o futebol pode trazer coisas boas para o nosso povo. Para além de ser circo. Mas deixo para uma outra postagem. E não tô assim pelo mau momento do Sport. Dá pra encontrar comentários nessa linha até no inicio do ano.

Aproveitando a deixa... é incrível como uma má administração acaba com um clube. Para além do que já somos prejudicados por CBF, globo, juízes, etc, tínhamos tudo para jogar um bom futebol. Mas Silvio Guimarães e Milton Bivar estão colocando o Sport na 2ª divisão com uma folha salarial maior que R$ 1 milhão. E não adianta quando tentam tirar a culpa de Milton afirmando que ele rachou com Sílvio. Ele usou todo seu capital político para colocar este grupo no poder no Sport. E tem que arcar pelos seus erros.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

40 anos da morte de Marighella

Hoje, completam-se 40 anos da morte de Carlos Marighella. Grande lutador do povo brasileiro. Um dos maiores combatentes da ditadura militar em nosso país. Segue abaixo treco de Antonio Candido sobre o Marighella:

"(...) Carlos Marighella foi abatido pelas forças de repressão da ditadura. Naquele momento elas não mataram apenas o militante intemerato de uma organização de luta, mas um líder que encarnava as aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Os que assumem a grave responsabilidade de combater pelo interesse de todos tornam-se símbolos e constituem patrimônio coletivo. Carlos Marighella deu a vida pelos oprimidos, os excluídos, os sedentos de justiça. Ao fazê-lo, transcendeu a sua própria opção partidária e se projetou na posteridade como voz dos que não se conformam com a iniqüidade social."


Abaixo, poema de autoria do Ademar Bogo, escrito ontem:
A
Venceste Carlos

Bahia, 3 de novembro de 2009
Ademar Bogo


Se a tarde caiu e não voltaste
Sem consciência do tempo...
Nem percebeste que a morte,
Não significara uma vitória.
Gélido, calado...
Pensavam tornarem-no inofensivo.
Eles são assim!
Só prestam para a repressão
Se continuarem vivos:
Mortos, ficam só, viram pó.
Ouvistes vós uma rememoração sequer;
Uma sequer, dos 40 anos de Fleury?
Nós, voltamos a Alameda
E sentimos o pulsar dos corações
Tangendo lágrimas sinceras
São sentimentos reunidos de várias gerações.
E lá distante, as crianças entram para a escola
E a professora, lembra o dia 4 com poesia!
Fala de Carlos como se fosse o pai,
O avô, um sábio, um santo, um guia...
Em outras partes: exaltados debates,
Trazem de volta o ser conquistador
O comandante da Ação usa a palavra
Na voz de um jovem admirador;
Gritos de viva irrompem das janelas
Venceste, Carlos, a causa do amor.
Em mil lugares teu nome aparece
Em preces, aulas, placas e poesias,
Na ponta longa da amável tristeza
Amarram-se os laços da alegria.
Num tempo estranho
Contamos a tua glória
Neste presente de pobre ideologia
Se em nossas veias teu ânimo corre
Em nossas mentes, vives na utopia.

Para mais informações, acessem o sítio: http://marighellavive1969-2009.blogspot.com

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Soledad no Recife


Há tempos um livro não me tocava como tocou Soledad no Recife de Urariano Mota. Tudo bem, o tempo pode ser um exagero, afinal não completaram-se nem 6 meses do último livro de Fausto Wolff que li (O Homem e seu Algoz). Mas não exagero sobre a sensação proporcionada pela leitura.

Poderia esperar mais tempo para digerí-lo melhor, mas não. Preferi compartilhar logo este sentimento, mesmo que caótico.

No livro, o pernambucano Urariano Mota remonta os episódios que antecederam a chacina da Chácara de São Bento (PE), mais um dos crimes da ditadura. Com um detalhe, pelas palavras de Alípio Freire na orelha do livro: "Este, porém, se destaca dos demais: os militantes foram assassinados com participação direta de um ex-companheiro que passara para a repressão e se infiltrara no movimento, José Anselmo dos Santos, o cabo Anselmo. Uma das militantes assassinadas, Soledad Barrett Viedma, a Sol, era sua própria mulher - e estava grávida."

Mais do que um relato histórico, esta é uma obra ficcional em que Urariano usa e abusa (no bom sentido) da poesia e nos presenteia com uma verdadeira obra de arte. Arte porque é poesia e arte porque é mais um instrumento que nos faz entender e não nos esquecer este período tão sombrio em nossa história.
É um livro triste, é bem verdade, mas não menos que essa mancha, deixada em nosso país, pela ditadura.

Flávio Aguiar na apresentação do livro diz: "Urariano Mota criou uma ficção tão impressionante que parece de verdade. De certo modo é de verdade, porque mobiliza sentimentos, sensações, percepções, culpas, paixões, ódios que foram (e são) poderosos e comuns a todos os que viveram os anos de chumbo, e a eles sobreviveram. É um romance de amor que se passa em tempos contrários ao amor"
Ousaria complementar dizendo que não mobiliza sentimentos e sensações apenas nos que viveram os anos de chumbo. Nos que não viveram também, mas que têm um mínimo de humanidade e solidariedade.

Sei que a estas alturas, a web deve estar repleta de análises sobre Soledad no Recife. Mas é até bom, pois grande parte foram produzidas por críticos literários de verdade. Minha intenção aqui foi apenas compartilhar, como falei, e recomendar a leitura!





quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carlos Marighella vive!

Marighella vive!

Rondó da Liberdade
(Carlos Marighella)

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.

Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ze Cafofinho e Suas Correntes


Sem muita enrolação, para mim é o que há de melhor na música pernambucana dos últimos anos (junto com Eddie e Bonsucesso). Tô falando do som produzido por Zé Cafofinho e Suas Correntes.

Zé Cafofinho é Tiago Andrade, conhecido na música pernambucana já há 10 anos, e tem como instrumento principal sua viola de arco. As Correntes são Cláudio Negão (baixo), Felipe Gomes (banjo), Márcio Oliveira (trompete) e Márcio Silva (bateria).

Esta banda com nome estranho faz um som muito bom. Não vou nem ficar aqui tentando definir a parada. Só sei que dá para captar samba, jazz, ska, brega. Li trecho de um texto na internet que nos ajuda: "O resultado dessa alquimia dá identidade ao show, cujas letras passeiam, em tons de crônica, por motivos como a boemia, a malandragem, a cachaça, o amor, a lembrança, as paisagens do morro da periferia e as cenas da vida corriqueira."

Antes do atual trabalho, Tiago Andrade construiu outros projetos como a Variant e a Songo.

Zé Cafofinho e Suas Correntes acaba de lançar seu 2º álbum. Chama-se "Dança da Noite". Dois anos após o 1º: "Um pé na meia e outro de fora". E segue a mesma linha. Talvez apostando um pouco mais na diversidade rítmica. Talvez um som mais maduro. Mas o que importa a descrição? Os dois álbuns se completam.

Disponibilizo abaixo alguns exemplos para experimentação:
Música Xangô BR pela Songo


A mesma música Xangô BR, mas já tocada pela Ze Cafofinho e Suas Correntes em seu 1º álbum


E agora, duas músicas do 2º álbum:
Xirlei. Contém uma boa pitada do brega/tecnobrega


E Torcida



Para mais informações: http://www.myspace.com/zecafofinho
O álbum Dança da Noite pode ser baixado por esse link que copiei do blog DNA - Discoteca Nacional.
Já o 1º, Um pé na meia e outro de fora, não encontro de jeito nenhum e tô precisando sair. Mas depois disponibilizo.

AHHH. E antes que me esqueça, o show de lançamento é no próximo dia 15/10, no Teatro Barreto Júnior, às 21h, no Recife.

Ocupação do MST

NOTA
Esclarecimento sobre a ocupação do MST em Iaras (SP)

Cutrale usa terras griladas em São Paulo

Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja, que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou o censo agropecuário do IBGE.

A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.

A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.

Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras. Nossa ação não é contra as laranjas, mas contra a Cutrale. Infelizmente, as influencias da empresa na imprensa nacional, manipulou o protesto dos ocupantes, para esconder a verdadeira situaçao. A mesma imprensa esqueceu de comentar que usando os metodos mais escusos possiveis a CUTRALE se transformou numa empresa que monopoliza todo comercio de laranjas do estado de são paulo. E que superexplora os agricultores dela dependentes.

O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.

Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1.600 famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias.

Direção Estadual do MST-SP

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Deputados brasileiros em Honduras

Eu nem tinha tempo para postar, mas não podia deixar de compartilhar aqui mais uma picaretagem de alguns deputados federais que visitaram Honduras recentemente.

A denúncia está no sítio do Luiz Carlos Azenha. Uma das postagens é esta: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/heloisa-os-deputados-e-michelleti/

O fato é que uma comissão de 6 deputados federais estiveram em Tegucigalpa com o objetivo de ter uma conversa com parlamentares hondurenhos e com o presidente deposto Manuel Zelaya. Mas ao final do encontro, um grupo de quatro parlamentares optou por ter também um agradável bate-papo, regado a vinhos e comidinhas, com o golpista Micheletti. Os quatro picaretas foram: Raul Jungman (PPS-PE), Claudio Cajado (DEM-BA), Bruno Araújo (PSDB-PE), Maurício Rands (PT-PE). Três pernambucanos, hein?
Recusaram-se a participar deste vergonhoso encontro o
Ivan Valente (PSOL-SP) e a Janete Pietá (PT-SP). Ponto para estes.

domingo, 27 de setembro de 2009

Do conservadorimo do Jornal do Commercio

Aqui em casa tínhamos a assinatura do Jornal do Commercio. Cancelamos quando um jornalista foi demitido porque ousou falar mal de Jarbas Vasconcelos. Foi o Inaldo Sampaio que tinha 22 anos de JC. Não que não soubéssemos que o jornal de João Carlos Paes Mendonça fosse um importante meio da burguesia pernambucana. Mas o discaramento encheu o saco.

Enfim... vinha tendo um domingo agradabilíssimo. Corridinha na praia logo cedo, café-da-manhã saudavel. Sento pra ler o JC. Não demorou para ficar com raiva.
Parece que não aprendo. Já não suporto ouvir os comentários do Scarpa (escreve coluna na 2ª capa) e o do Laurindo Ferreira (Diretor-Adjunto de Redação) na CBN/Recife. Mais do que extremamente conservadores são muitos ruins. Muito mesmos. Mas não é o motivo da postagem.

Dois tópicos da coluna "reporter JC" (escrita pelo tal do Scarpa na 2ª capa) me chamaram a atenção:

A primeira ele credita ao cronista Joca Souza Leão: "Zelaya foi deposto porque quis aprovar emenda permitindo a sua reeleição. Se FHC fosse presidente de Honduras, teria sido deposto"
E a segunda, ele credita a um leitor (SIC) de nome Adalberto Torres: "Não bastassem os Zés daqui, abrigamos agora um de lá, o Zé Laya"

Para a primeira frase, eu digo: não, caro cronista. FHC não cairia em Honduras, pois ele é e sempre foi construtor do projeto neoliberal. Sempre foi o representante das elites no governo. Se caisse, seria pelas mãos do povo. Não por um golpe militar.

Para a segunda frase, só uma risada: hahaha. Merece comentário tal comparação?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Isso eu elogio: Honduras e Zelaya

Embaixada brasileira em Honduras


Pau quando é de pau e, agora, elogio quando é de elogio.
Acho que há de se parabenizar a postura de Celso Amorim e do governo federal frente à tensão em Honduras.

Em primeiro lugar, é preciso que fique claro que o que está em jogo não é a pura defesa do Zelaya, presidente recém-deposto por meio de golpe militar naquele país. Sabemos nós que ele não é nenhum marxista, por assim dizer. Mas posicionar-se contra golpes militares desta natureza deve estar na ordem do dia para os progressistas de todo mundo, e ,em particular, da América Latina. Para além disso, é preciso reconhecer os avanços na relação do Manuel Zelaya com outros países com governos mais progressistas da região.

O que venho saudar aqui é defesa peremptória que o presidente Lula tem feito na imprensa internacional e em seu discurso na ONU: "A comunidade internacional exige que Zelaya reassuma imediatamente a presidência de seu país", disse Lula na abertura da 64ª Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque.
Tudo bem que a ONU é uma instituição falida e que não tem poder nenhum. Mas este é um outro assunto...
E não só os discursos, mas também o abrigo do presidente deposto na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa.

A imprensa brasileira tenta desqualificar este gesto, ora dizendo que foi uma ação articulada na recente visita de Manuel Zelaya ao Brasil, ora dizendo que a ocupação 'surpresa' foi obra de Hugo Chávez, forçando assim que o Brasil fosse mais ativo na questão.
Lamento, 'queridos formadores de opinião", mas sendo uma coisa ou outra, ganhou o povo de Honduras.

Enfim, vamos aguardar o desenrolar da história e manifestar nossa solidariedade com a população hondurenha da forma que pudermos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Debate eleitoral

Por alguns comentários, parece-me que o debate eleitoral merece mais algumas linhas, não é?

Esta semana tenho minha última prova no curso!! Apesar de mais um rodízio...

Enfim, depois disso, escrevo algo por aqui

sábado, 5 de setembro de 2009

Isso eu não concordo

E já que na última postagem falei em perdão. Tem algo que até entendo. Chego a perdoar, por tratarem-se de amigos e amigas em sua maioria, mas não concordo de jeito nenhum.

É o tal do voto útil em candidaturas do PT. Já há alguns anos que a é a mesma. São aquelas e aqueles camaradas que passam 3 anos criticando o governo, criticando o Lula, criticando o PT, mas em ano eleitoral parece que não existem mais problemas.

E nem é preciso muita conversa pra se chegar no seguinte diálogo:
- Mas tu vai votar em Dilma mesmo? (ou qualquer outra candidatura em outros níveis)
- Não queria votar em Dilma, sabe, Ari... além de ter muitas críticas. Mas entre ela e o Serra, eu prefiro ela.

Das duas, uma:
1 - Ou essa pessoa ta muito feliz com nosso sistema de representação e acha que as coisas devem caminhar do jeito que estão mesmo.
2 - Ou essa pessoa não está feliz com nosso sistema de representação e nossa falsa democracia.

No caso da segunda alternativa é que o bicho pega. Por que só visualizo dois caminhos:
Ajudar a construir uma outra alternativa dentro dos moldes da democracia burguesa ou questionar seriamente nosso sistema eleitoral e passar a construir a luta dentro de uma outra perspectiva, que tire do foco a luta institucional. Pelo menos por ora.

Aí, de um tempo para cá, sempre pergunto: "Mas e ai? Vai fazer assim sempre?" Poucas vezes ouvi algo diferente de um: "não sei, ari..."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Isso eu não perdôo


Ontem, numa conversa demorada com amigos, discutíamos opiniões sobre o futuro do nosso povo e sobre quais seriam os caminhos mais viavéis, na visão de cada um, acerca dos próximos passos da esquerda em nosso país e em Pernambuco.

E durante o debate, por mais de uma vez, argumentei que não deveria ser o sentimento de raiva que nos movesse em qualquer situação contra o presidente Lula.
Mas quer saber? Tem algo em Lula que me dá muita raiva. Que não tem perdão: ele deseduca nosso povo. A despeito de achar, hoje, que mesmo o mais radical dos radicais possui mínima margem de manobra dentro do governo para qualquer transformação, o presidente Lula teve uma chance histórica de inflamar o povo brasileiro para a necessidade da luta. Para a necessidade de politização de qualquer debate. Dizer que só a luta transforma nossa realidade. Mas não o fez. E não o fez por opção. Muito pelo contrário. Isso eu não perdôo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Petróleo tem que ser nosso


Acho que ninguém vai de encontro ao fato de que a descoberta do "pré-sal" é um componente importante em qualquer debate em torno do futuro de nossa nação e de nosso povo.
Nem vou aqui discorrer muito sobre este tema, pois a motivação da postagem é exatamente uma série elaborada pela Rádio Agência NP. Mas quero fazer algumas pontuações:

Para quem eventualmente esteja por fora, um dado interessante só para se ter uma noção do que representa o pré-sal para o Brasil: Estima-se que o país tenha hoje cerca de 18 bi de barris em reservas já conhecidas. A expectativa para o pré-sal gira em torno de 50 bi de barris (com possibilidade de ser mais, inclusive). Tais reservas já representam 36bi de barris (ou seja, multiplicamos por 3 nosso total). De tal forma, já possuimos a 8ª maior reserva do mundo.

Como um diz um texto que li, o povo brasileiro está numa encruzilhada: construir um projeto político de soberania nacional e popular ou continuarmos sendo fornecedores de riquezas naturais ao capital internacional?

Algo interessante também é a forma como Lula tem se postado. Acredito que essa história toda é a cereja no bolo que faltava para ele posar de fato como o novo Getúlio.
Independente da postura do presidente, acredito que ele tenha que ser claro num ponto básico: como a renda gerada como todo este processo se tornará riqueza do nosso povo? Quais mecanismo serão usados para evitar que tal riqueza escorra pelos ralos para o porão das empresas privadas?

Acho que vários outros pontos geram um bom debate nesta questão, o que deixo para a série da Radio Agência NP. Mas há um último ponto que não quero deixar de tocar: o meio-ambiente.
Tenho muito cuidado para não parecer estes desenvolvimentistas que se lixam para a questão ambiental. Hoje, mais do que nunca, considero tal questão importantíssima nas discussoes em torno de uma sociedade socialista. Mas não dá para negar que o nosso povo pode obter muitos ganhos com o bom uso do pré-sal. E, paralelamente, também deve haver um investimento pesado no sentido de minimização dos danos e na pesquisa de fontes renováveis de energia.
Deixo agora os links. Bom proveito!

Programa 1 - Petróleo no Brasil: memória de lutas populares
Programa 2 - Pré-sal, uma riqueza desconhecida em risco
Programa 3 - As reservas de petróleo e a luta por soberania nacional
Programa 4 - Fundo Social Soberano nas mãos do povo brasileiro
Programa 5 - Uma outra inserção do Brasil no contexto mundial
Programa 6 - O petróleo e as novas fontes renováveis
Programa 7 - Mobilização: um caminho para o povo brasileiro

domingo, 9 de agosto de 2009

Eu tive um pesadelo

Esta semana eu tive um pesadelo. Nele, o presidente do Senado chamava-se José Sarney. Um oligarca que representava o que havia de mais atrasado na política nacional. No 'sonho mau', tal oligarquia, apesar de milionária e dona de quase tudo no Maranhão, inclusive canais de televisão, matinha tal estado como líder do ranking brasileiro de subdesenvolvimento. Pense num pesadelo. Mas não foi só isso.

Ele, o tal Sarney, presidia uma das sessões do senado, quando houve um bate-boca danado entre dois outros oligarcas: Renan Calheiros, de Alagoas, e Tasso Jereissati, do Ceará. Um chamando o outro de "cangaceiro de terceira categoria", o outro chamando um de "minoria com complexo de maioria" e ambos se chamando de "dedos sujos". Mas a verdade é que, no pesadelo, ambos eram sujos mesmo. Não só o dedo. Só tinham uma diferença básica: um era sujo da oposição. O outro era sujo do governo, aliado de Lula, do PT, etc.

Sabe o que mais me deixou angustiado nesse sonho ruim? Na prática não havia diferença quase nenhuma entre situação e oposição. Pois na situação, de um governo dito de esquerda, havia um tropa de choque que contava também com Fernando Collor. E, pasmem, esse tal Collor havia sido presidente da República e tinha sofrido um impeachment por envolvimento em esquemas de corrupção! Um terror. O presidente da República, um ex-metalurgico e com uma história importante de construção na esquerda brasileira, chegou a declarar em visita a Alagoas: "Eu quero aqui fazer Justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado." Mas quer saber? Nenhuma novidade, afinal pude captar no sonho que o próprio Lula havia dito que os usineiros são heróis nacionais.
Quanto a oposição de direita, o que falar? Compõe uma burguesia que nunca teve projeto e já havia vendido (quase que de graça) grande parte do nosso país para conglomerados internacionais. Enfim, são extremamente nocivos ao nosso povo.

Já próximo ao final desse terrível pesadelo, eu tinha clara noção que não mais fazia diferença o Sarney sair ou não da presidência do senado, afinal tudo permaneceria exatamente como estava. Mas mesmo assim, aconteceu algo que só pode acontecer em pesadelo mesmo. Um troço chamado Conselho de Ética do Senado, presidido por um cara que é suplente do suplente do hoje governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, arquivou as 11 representações contra o presidente do Senado sem a menor justificativa e ainda soltando piadinhas. E nem poderia ser diferente, afinal o Presidente da República fez o que pode nos bastidores em defesa do "dono do Maranhão".

Nesse momento, quando chegava a conclusão de um novo ditado que diz: "Se conselho fosse bom, não emprestaria o nome ao Conselho de Ética do Senado", acordo e dou agora um grande suspiro de alívio por saber que tudo aquilo não era real. Mas peraí... que manchete no jornal é essa?

sábado, 25 de julho de 2009

Quebra-cabeça de Honduras não se encaixa

O quebra-cabeça de Honduras não se encaixa. Algumas peças essenciais estão perdidas. Ou melhor: estão escondidas.

Direto ao ponto: como este governo golpista se mantém, com tantas manifestações contrárias? E não foram poucas: de Obama a Chavéz, passando pela ONU, OEA e Mercosul, quase todos se posicionaram contrários ao golpe. Inclusive El Savador e Nicaragua, vizinhos de Honduras, fecharam suas fronteiras e o comércio bilateral.

Estamos cansados de ver técnicos-burocratas dos governos de plantão (sejam do PT, PSDB ou DEM) bradarem aos quatro cantos que os pagamentos de juros da dívida são intocáveis, pois desestabilizariam nossas relações internacionais. E nem é preciso dizer que o Brasil é bem maior que Honduras, né? Imagina então o que diriam de um golpe militar?

Então é preciso desmascarar o discurso oficial de que os golpistas de Honduras estão isolados, pois não estão. Entender o processo de Honduras é fundamental para entender como se dará a geopolítica no mundo, em especial na América Latina, a curto e médio prazos.
E que fique claro também que golpes só não são interessantes para os poderosos , quando vão de encontro ao interesse do capital. Quando concatenam idéias, passam a ser bem quistos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O PMDB, O Governo, As Gargalhadas

mais uma tirinha do Dahmer "tirando uma" com o PMDB

A prática política do PMDB não difere quase nada daquela desenvolvida pela quase totalidade dos outros partidos tradicionais de nosso país. Personalismos, disputa de cargos, troca de favores, etc, etc, etc. Todo mundo sabe disso.
Mas, inexplicavelmente (ou não), é muito mais engraçado tirar onda com a 'cara' do PMDB. E, para os que não se consideram aliados ou defensores do governo, muito mais, pois sao a base de sustenção principal do governo Lula. Eu mesmo morro de rir com as charges e tirinhas. Em 10 dias, acho que publiquei aqui no blog 3 tirinhas. Duas do Dahmer e uma do Nani.

Mas volto a falar um pouco mais sério, detendo-me ao escândalo Sarney. É uma figura que merece descanso? Não! Merece alívio? Não! E digo mais: merece paredão na primeira oportunidade.

Meu questionamento, então, é dirigido a tod@s que falavam do Sarney até a semana passada com 'sangue nos olhos' (estão aliados nessa pauta vários setores de nossa política como senadores do ex-pfl, militantes do PT, etc).
Eu disse falavam, pois depois que Lula declarou apoio incodicional ao presidente do Senado, não vi mais ninguém nem abrir a boca para falar do bigodudo.

Ahh sim. O questionamento: qual a diferença do Sarney dos atuais escândalos para o Sarney que é aliado do governo desde a primeira hora? Eu respondo: nenhuma. E as noticias que apareceram também não soaram como nenhuma novidade. Ou alguem fez cara de surpreso ao saber dos atos secretos?

O fato é que não quero que me ofereçam as opções: "manter o congresso como está ou tentar moralizar com a derubada do Sarney?" Não dá. O sistema político atual está falido e não vai ser uma reforma proposta e realizada por eles próprios que vai modificar isso.

Entre manter o congresso como está ou tentar moralizar pedindo o #forasarney (né, twitter?) eu opto pelo fechamento do congresso!

sábado, 4 de julho de 2009

Falta um PMDB aos golpistas hondurenhos

Acho que o PMDB é hoje, disparado, o maior fornecedor de matéria prima pros cartunistas! haha

Essa é do nani http://nanihumor.blogspot.com

domingo, 28 de junho de 2009

Golpe de Estado em Honduras

Poucas horas depois e a notícia corre o mundo.

Comentei aqui na última postagem, sobre o Twitter, que tinha acabado de ver a noticia sobre o sequestro do presidente de Honduras. Até então nada havia na web sobre o ocorrido.
Pouco tempo depois a noticia ganhou corpo: golpe militar derruba o presidente de Honduras.

Veja a notícia pela telesur: http://www.youtube.com/watch?v=vqip8YRXLrI

Veja aqui também o que Fidel Castro escreveu sobre o processo hondurenho em junho: http://www.granma.cu/portugues/2009/junio/vier26/Reflexoes-25junho.html

O twitter tá na moda?

Há um tempinho já venho navegando pelas ondas do Twitter.
Entrei meio desconfiado, afinal hoje desconfio de tudo que é novidade na internet. Mas queria sacar mais essa novidade da web 2.0 e ter minha própria opinião.

Em poucas linhas, o twitter trata-se de uma rede social, onde seus usuários possuem espécies de pequenos blogs. E daí, você pode seguir pessoas e assim receber sempre as atualizações de tais indivíduos. E pode ser seguido, as quais recebrão sempre as suas atualizações.

Chamei de pequenos blogs (uma tradução meio fajuta para microblogging) pois cada usuário tem direito a fazer postagens de até 140 caracteres. Sem imagens ou quaisquer outros apetrechos.

Aos poucos tenho me dado conta que o twitter não é só modinha. É um meio facílimo de troca de informações. E o melhor é que você só segue quem quer, ou seja, poderá definir se quer receber besteiras ou qual tipo de besteira receber.

A propósito, o Propalando está no twitter: http://twitter.com/propalando
Tambem na barra à direita é possivel acompanhar as minhas atualizações.
Muitas besteiras? Um pouco, mas buscando compartilhar informações e links interessantes.

Em tempo: via twitter há 20 min., através do usuário prensa_latina, fiquei sabendo do sequestro do presidente de Honduras. Vou esperar para ver em quanto tempo a informação sai na mídia oficial.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Piratas da Somalia


Nos últimos meses vez por outra vemos na tv (ou nos jornais) notícias sobre os "piratas da Somália".

Pois há dois textos muito bons sobre os verdadeiros piratas.

Sem mais, recomendo:

http://catatau.blogsome.com/2009/04/13/johann-hari-estao-nos-mentindo-sobre-os-piratas/

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/piratas-ontem-e-hoje

---
Obs.: Bem... considerando que o leitor ou a leitora viram o texto. Pergunto: não acharam muito parecidos não?? Acho que vou olhar as datas...

... pensando melhor, deixa para lá. Vou me prender no que é central.

Abraços!

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Nem a pau, Juvenal"

Enquanto análise política é fraco e superficial. Afinal, não difere muitos dos outros partidos tradicionais.
Mas enquanto charge é hilário!

Clique na charge para ampliar

sábado, 6 de junho de 2009

Lula presidente do Banco Mundial

Taí! Tô para achar algum cargo para o Lula, quando deixar a presidência, que represente melhor o que foram os seus dois governos que o proposto por Obama.

Não sabe do que estou falando?

Clica Aqui

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Piadas de Leonel

Estas tirinhas do PBF me lembram muito as piadas estilo Leonel..haha

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Não reeleger ninguem resolve?

Estou vendo pipocar pela blogosfera uma campanha chamada "Não reeleja ninguém". E continua: "O único jeito democrático de moralizar e dar dignidade ao congresso brasileiro".

A pergunta que faço a estes senhores e senhoras que encampam esta campanha é: Vocês realmente acreditam que está aí a solução dos nossos problemas? Será que vocês realmente acreditam que a solução para a política brasileira está em eleger aqueles que perderam na última eleição?

Cada vez mais tenho convicção do quão qualquer solução para os problemas do povo brasileiro não virão dos espaços institucionais da política. Não na atual conjuntura.

Hoje o poder de fato está apenas em pequena parcela no executivo (dirá no legislativo...)
É preciso contribuir com os processos de formação de poder popular. Somente o povo consciente e organizado poderá ditar os rumos do país que precisamos. É preciso construir e fortalecer desde já um projeto popular para o Brasil.

Quanto ao congresso nacional, temos alguns poucos bons nomes lá colocados, mas já estou convencido que as transformações não virão dali.

Abraços

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Helio Costa, a internet e a tv (2)

Stefinho me mandou este e-mail há pouco:

"Se ele não quer o jovem enfiado na internet, pra que isso:

http://www.heliocosta.com/noticia.asp?id=775"

Realmente. Que ministrozinho incoerente nós temos.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Helio Costa, a internet e a tv

Muito bizarro.

Não. Não estou falando no cabelo do ministro das comunicações Hélio Costa.

Refiro-me a seguinte declaração por ele proferida:


"Essa juventude tem que parar de ficar só pendurada na internet. Tem que voltar a assistir TV e ouvir rádio"

Não, ministro. Não há computador que emburreça mais a nossa juventude que a tal tv, por você defendida...

Homenagem a Mario Benedetti

Por que Cantamos (Mário Benedetti)

Se cada hora vem com sua morte
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel

você perguntará por que cantamos

se nossos bravos ficam sem abraço
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha

você perguntará por que cantamos

se estamos longe como um horizonte
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro

você perguntará por que cantamos

cantamos porque o rio esta soando
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos porque o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino

cantamos pela infância e porque tudo
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos

cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota

cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta

cantamos porque chove sobre o sulco
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sport na Libertadores

"O Sport jogou muito. O Palmeiras apelou pro cai-cai e a cera. Nos penaltis, fomos desclassificados. O melhor time está fora da libertadores."

Foi o que o meu twitter me permitiu escrever e expressar o sentimento após a vitória de ontem contra o Palmeiras, mas a desclassificação nos penaltis.

Mostramos dentro de campo como se faz um time melhor mesmo com uma folha salarial de 1/4 da folha palmeirense.

Mostramos também, assim como na Copa do Brasil do ano passado, a todo o Brasil o que é uma torcida de verdade. Uma verdadeira torcida apaixonada.

Mostramos que Nelsinho não levou "nó tático" nenhum desse arrogante e mafioso treinador Wanderey Luxemburgo. Este criminoso que vira-e-mexe tem que ficar dando justificativas à justiça. Até assédio sexual. Valeu Guilherme Beltrão. Tenho lá minhas críticas a você, mas você conseguiu ser a voz que muitos queriam ser contra esse treinadorzinho.

Apesar de lamentáveis cobranças de penaltis e de sairmos tristes, foi bonito ver a torcida puxar o cazá cazá ao final de tudo. Uma verdadeira torcida do car**, como nos diz a música.

Valeu, Sport! No futebol, nem sempre o melhor se classifica. Seguimos nas lutas, continuando a enfrentar não só os times adversários, como também os juízes, a CBF, a Commenbol, as emissoras de tv...

Valeu, Sport! O Sport que emociona. O Sport que a gente ama.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Curtas sobre a política em Pernambuco

Apesar da maior parte dos visitantes do Propalando serem de fora de Pernambuco, permitam-me rápidos comentários sobre a política aqui no estado.

***

Tô doido para que alguém me diga onde a oposição de direita em Pernambuco (PMDB, PSDB, DEM, PPS) quer chegar com 'lideranças' como Terezinha Nunes e Jacilda Urquiza na Assembléia Legislativa. São sofríveis seus discursos que acompanho ocasionalmente pelo canal 11. Acho que o assunto mais interessante que as vi tratando foi sobre placas enferrujadas em alguma BR do estado.

***

E a CELPE cada vez mais consolidada como o inimiga nº1 do povo pernambucano. Depois da ANEEL aprovar uma redução das contas domésticas em cerca de 5%, a CELPE conseguiu uma liminar que cancela tal redução e ainda permite que a CELPE aumente os valores cobrados desde já.
Mas situação constrangedora mesmo ficou para o governador. Até outdoors assinados pelo PSB, mas falando em nome do povo pernambucano (???), agradeciam a Eduardo Campos pela conquista da redução dos preços.

Pois foi no mesmo dia que vi o outdoor que a CELPE conseguiu a liminar.
Resta-nos fortalecer a luta em nosso estado contra esta empresa que só escancara o quão foram perniciosos os processos de privatização em nosso país.

***

Existe algo mais ridículo que a propaganda do PPS se apoiando no passado do PARTIDÃO (PCB) para defender todo o seu ideário reacionário e entreguista? Tem. É o próprio Roberto Freire

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Valeu, Joaquim Barbosa!

"Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso"
frase do Ministro Joaquim Barbosa ao Ministro-Bandido Gilmar Mendes

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GOOOLL! E agora no placaaaaar: Joaquim Barbosa 1 x 0 Gilmar Mendes

Valeu, Joaquim!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Nota do MST

Nota do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - Pará

Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os sem-terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protestos pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:

1- No sábado pela manhã, 20 trabalhadores sem-terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os sem-terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

2- O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os sem-terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O sem-terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

3- Os trabalhadores sem-terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores sem-terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores sem-terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos sem-terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

6- Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

7- Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Crise do Capitalismo

Aproveito este momento de insônia para divulgar um excelente material sobre a Crise do Capitalismo.


É a cartilha "Para Debater a Crise" desenvolvida pela Assembléia Popular para este tema.

Tema essencial nos dias atuais para entender o que se passa no mundo

Para baixá-la, clique aqui

Bom debate!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Retalhos de Cetim

Bonita música de Benito di Paula.

Seguem dois vídeos. Os dois cantados por mulheres. Talvez eu tenha realmente um fetiche pelas vozes femininas...

O primeiro, interpretação do grupo Samba de Rainha





O segundo, achei por acaso no youtube, mas agradou


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Juizo Final no Trombone, Trompete e Guitarra

Dentro do turbilhão que tenho vivido nos últimos meses, principalmente com a carga maior de estudos e trabalho, tenho buscado aos poucos recompor elementos importantes do meu dia-a-dia, dos meus gostos, enfim...

Um deles é a música. Não toco nada, mas adoro música e sempre que posso faço minhas pesquisas de sons e leituras. Inclusive, sempre coloco à disposição dos amigos e amigas o meu acervo de mais de 20 mil músicas que levantei nos últimos anos. Algum dia concluirei a catalogação.

Mas indo ao que interessa, disponibilizo dois vídeos da música Juízo Final do Nelson Cavaquinho. Simplesmente da porra!

No primeiro, interpretação de Zé da Velha e Silvério Pontes.




No segundo, por Maquinado, o arretado projeto paralelo de Lúcio Maia, do Nação Zumbi.