segunda-feira, 4 de junho de 2007

Poetas Marginais do Recife

Vinha pensando numa postagem sobre a poesia marginal de Recife. Não só para divulgar, mas para conhecer um pouco mais a fundo.

Mas o fato é que encontrei um texto muito bom sobre o assunto, de Urariano Mota:
http://www.lainsignia.org/2007/junio/cul_005.htm
Segue um trecho:

"A poesia marginal de Pernambuco é um oceano que a imprensa não vê. Imaginem o tamanho da cegueira. São, por baixo, mais de 50 poetas, das mais ricas tendências, que se apresentam nos palcos, em shows, em recitais. Eles se fazem notar mais pela palavra falada que pela escrita. A razão é simples, se perdoam a pobreza do adjetivo. Os seus poemas estão em edições pequenas, de tiragens pequenas, de circulação pequena, a preço de duas cervejas. Daí o vulgo e a vulgar compreensão concluem que são poetas pequenos."

Recomendo muita esta leitura.

Termino esta indicação com a seguinte tirada de Valmir Jordão:
"Coca para os ricos / cola para os pobres / Coca-cola é isso aí!"

É isso aí!

beijos

3 comentários:

  1. Grato pela referência. Aguardo sua visita em http://urarianoms.blog.uol.com.br/
    Abraço.

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  2. Rsimundo Bertuleza (Poty)1 de agosto de 2010 10:29

    Registro

    Escrevo tudo e as vezes nada,

    penso e escrevo as vezes deixo passar,

    mas guardo.

    as vezes dar um branco (perda de foco)

    esqueço.

    Liberto meus pensamentos e recebo bronca...

    Mais continuo.

    Sou insistente.

    Não posso parar.

    Seja eu o provocador

    Só assim

    Não deixo de registrar.

    Poty – 29/07/2010

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  3. postarei aqui!

    Beco Imundo

    Que bom andar trôpego pelas ruas
    Debruçado em balcões
    Dormindo em caixas de papelões
    Atirando garrafas
    Lambendo o céu néon
    Jogado com putas nas camas
    Trombando bucetas fumegantes
    Arrastando corpos infames
    É bom o cheiro do mangue
    É linda a merda na latrina
    Becos de Sevilha
    Atrás de alguma rapariga
    Quero o ranger da noite
    Seu hálito frio
    Sua boca aberta
    Seu bafo vadio
    Ah eu quero
    Também ficar nu
    Alto edifício
    Telhado lantejoula
    O saco que nem cebola
    Voar em cima do teu baú
    Comer fuder pupuaçu
    Meter nas cadelas
    Fornicar perebas
    Coçar remelas
    Travestido poeta
    Mordaça no limite da glande
    Estrangula meu desejo
    Jorra esgoto bacilo
    Lembrança teu rosto mar morto
    Ama-me na lama azul
    Rasgo-te o cu
    Ontem sai da taberna
    Louco ódio andarilho
    bocejei
    Olhei em cima
    Era tua face abissínia
    Adormeci na tarde pestilenta
    Li tua poesia agourenta

    Ass, Biosas

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