domingo, 31 de dezembro de 2006

Literária

E ai galera.
Olha só,
publico abaixo um texto de um grande amigo meu. João Guilherme. Além disso, um cara que manda muito bem escrevendo. Ele está dando o pontapé inicial também em um blog, no qual acredito que vai colocando as suas produções literárias. :) http://eiranembeira.blogspot.com.

Quem já jogou bola comigo sabe que sou goleiro. Dai a identificação. Dai a escolha do texto.

Grande abraço e que tenhamos tod@s um 2007 cheio de lutas e conquistas!
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A eterna solidão do goleiro

No campo, é o mais estranho dos jogadores: usa as mãos e não é advertido ao tentar de todas as formas evitar a glória máxima desse esporte: o gol. Se atua mal, é responsável único e direto pela derrota. Se não, também recebe críticas aos montes. Há nesse imenso planeta alguém que realmente entenda a eterna solidão de um goleiro?

- Realmente torturante, dirão alguns. E, além de todos esses agravantes, esse pobre cidadão vive ali, em uma minúscula área, observando tudo à distância, comemorando as alegrias de sua equipe de forma comedida, bastante discreta. Isso sem falar nas revistas esportivas... Já viu manchete em que goleiro é destaque? São poucas... Salvam partidas, dão início a diversas jogadas, mas nada. Poucas linhas, no máximo. Já ouvi até uma tese bastante interessante de um amigo: “goleiro é filosofo. Fica ali, quietinho, só analisando a partida. Dai, chega em casa e anota tudo, para depois, quem sabe, escrever livro, vender matéria pra jornalista. Até soube que vários deles estudam para ser doutor e tal... Figurinha estranha, essa...”

Nesse mágico palco formado por 4 imensas linhas, não só papéis sem destaque representam esses importantes personagens. São astros, ofuscados mas o são. Então, que se abram as cortinas! Com vocês, o incrível guarda-redes!

João Guilherme “Lanzudo” de Melo

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