Descobri a pouco este grupo. Ainda não achei nenhum álbum mas vale pesquisar no youtube, viu?! Som de primeiríssima qualidade!
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Propalando
domingo, 12 de maio de 2013
Menina, Amanhã de Manhã por Gafieira Miúda
Que todas e todos tenham um grande domingo! :D
sexta-feira, 10 de maio de 2013
O dia em que Fidel Castro pediu 10 doláres ao presidente Roosevelt

Pequenos detalhes da história da humanidade podem não ser signficativos para os rumos da própria história, mas podem ser interessantíssimos. E um destes seria uma troca de correspondências entre um menino morador de Santiago de Cuba, chamado Fidel Castro, e o presidente dos Estados Unidos Franklin D. Rossevelt (ou algum assessor seu).
O que se sabe é que por volta dos 13 ou 14 anos de idade, o jovem Fidel teria escrito uma singela carta ao presidentes dos EUA e que teria recebido uma resposta, o que teria provocado um certo rebuliço em sua escola na época.
Sobre o conteúdo da carta há pequenas divergências no conteúdo, mas todas mais ou menos com a mesma linha. Segundo Ignacio Ramonet, eem seu livro Fidel Castro - biografia a duas vozes, a carta teria sido a seguinte:
"Presidente dos Estados Unidos... Se o senhor quiser, me dê uma nota verde americana de dez doláres na carta, porque nunca vi uma nota verde americana de dez dólares e eu gostaria de ter uma. Meu endereço é Sr. Fidel Castro, colégio Dolores, Santiago de Cuba, Oriente-Cuba... Não sei muito inglês mas sei muito espanhol, e imagino que o senhor não sabe muito espanhol mas sabe muito inglês, porque o senhor é americano mas eu não sou americano...".
Infelizmente não consigo achar a resposta, mas informações dão conta de que ela existiu. Óbvio que sem o dinheiro, mas existiu.
O próprio Fidel fala de piadas que viriam a ser feitas posteriormente acerca da possibilidade de termos uma história mundial diferente se o Roosevelt tivesse mandado a danada da nota de 10 dólares kkk.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
O Bolsa Família e a Acomodação Presumida
Aprendi ao longo do tempo que o lugar de onde se fala influencia no conteúdo mais do que as próprias pessoas pensam. Me explico: Para grupos em situações mais confortáveis de nossa sociedade, como parte importante dos chamados setores médios, é muito fácil emitir determinadas opiniões políticas, pois de uma forma ou de outra, por estarem em situações confortáveis, pouco sofrerão influências no seu modo de viver.
Para ser mais claro, posso citar como exemplo setores que afirmam que um governo federal do PT, por exemplo, é a mesma coisa de um governo do PSDB. Ou posso citar aqueles que, após entrarem em uma universidade, passam a ser contra a abertura de novas universidades.
Alguns vão mais longe ainda: entram numa universidade pública nova e passam a se posicionar contra novas aberturas. E aqueles que entram por cotas e passam a ser contra as cotas??? Bem...
De toda forma não os culpo. Todas e todos têm direito a mudar de opinião. Seja por reflexões próprias ou, o que é mais comum, por passarem a assumir o discurso e o pensamento de setor da sociedade que pretensamente acreditam fazer parte agora.
Mas antes de me perder nesta divagações, queria falar do Bolsa Família. Para mim é uma situação que também se encaixa entre os exemplos citados acima. Não é segredo pra ninguém que é um programa bastante criticado por setores da elite e da classe média, entre estes muitos esquerdistas também como já citei.
E aí, antes de fazer a pontuação que queria, é preciso deixar claro que há problemas sim e que um programa como este não é solução definitiva. Ou pelo menos não deve ser encarado dessa forma.
Mas também não dá para não deixar clara a sua importância. E eu vejo muito isso aqui no sertão nordestino. É bastante explícito que se não fosse o Bolsa Família, o sofrimento deste povo nesta seca, que já é a maior nos últimos 50 anos, seria muito pior. Muito pior mesmo. Não é brincadeira isso.
E quem não depende do Bolsa Família? Bom.. neste caso é mais fácil ficar criticando, falando que é programa assistencialista, que é o governo federal comprando votos, etc. Uma delas é clássica: que o Bolsa Família faz as pessoas se acomodarem, tornarem-se preguiçosas. Mas ainda bem que existem os fatos concretos e os números para mostrar como as coisas acontecem. E um exemplo destes números é o que se vê na reportagem que segue no link ao lado. Já são 1,69 milhão de famílias que abriram mão de receber o dinheiro por considerarem ter havido uma melhora em suas condições de vida.
Reforço: Programas como o Bolsa Família nunca devem ser o fim de ações governamentais. Mas passando fome as pessoas não possuem o mínimo de condições para lutar por uma vida melhor.
De toda forma, vale muito a leitura. Respeito muito as opiniões contrárias que buscam embasamentos, que trabalham com a realidade concreta. Assim como respeito também aquelas pessoas que por ventura reproduzam certos discursos, mas saibam buscar a informação e reconhecer seus erros. Mas cada vez perco menos meu tempo com quem fica reproduzindo clichês e discursos dignos de CCC.
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terça-feira, 30 de abril de 2013
Para não dizer que não falei de Paulo Vanzolini
Em 24 de janeiro de 2007, numa postagem aqui no blog, comentei que de uma terra que produziu Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini não se pode falar que não há samba.
Assim como Adoniran, Paulo Vanzolini foi um gênio do samba e sua morte representa uma grande perda para o nosso país.
Assistam o ótimo documentário abaixo.
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Assim como Adoniran, Paulo Vanzolini foi um gênio do samba e sua morte representa uma grande perda para o nosso país.
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domingo, 21 de abril de 2013
Thaís Gulin cantando Tom Zé
Que som é este? Só embalando o domingo de muito trabalho!
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
Armando Boito Jr: Os Tucanos e a Classe Média
Republico abaixo texto do Professor Armando Boito Jr, da Unicamp, que saiu no Brasil de Fato. O Boito talvez seja hoje quem melhor analisa os posicionamentos de classe no Brasil.
Vale muito a pena a leitura!
Os tucanos e a classe média

Os interesses do grande capital internacional e da fração da burguesia brasileira a ele completamente integrada, representados pelo PSDB, encontraram uma base de apoio no Brasil. Essa base não é “a classe média”. A parte majoritária da classe média apoia a política neodesenvolvimentista dos governos do PT. Essa base de apoio é a fração superior da classe média brasileira, a alta classe média. Em termos eleitorais, não é muito e em daí as agruras do PSDB
08/04/2013
Armando Boito Jr.*
I
Muitos analistas e observadores políticos têm escrito que o PSDB representa a classe média. Será verdade?
É meritório colocar a questão de saber quais setores sociais um determinado partido político representa. Tal questão poderá parecer óbvia para alguns, mas ela não o é para a maioria dos que escrevem sobre os partidos políticos. Nas universidades, os cientistas políticos analisam os partidos de maneira formalista. São consideradas sua estrutura interna e seu papel no sistema partidário sempre isolando a vida do partido da estrutura social e econômica da sociedade. Esse enfoque, que omite a questão da função representativa dos partidos, é praticado pelos neoinstitucionalistas, corrente amplamente hegemônica na Ciência Política contemporânea. Ainda nas universidades e também nos jornalões, a questão é omitida inclusive por outras razões. Os articulistas que se apresentam como conhecedores da política brasileira se deixam iludir pelo discurso dos próprios partidos. Apegam-se à superfície desse discurso e tomam ao pé da letra suas proclamações de princípios e de intenções bem como suas declarações de ocasião. O resultado é que o exame rigoroso da representação partidária é deixado de lado.
Os partidos políticos representam, no geral e de modo complexo e flexível, interesses de classe e de frações de classe sociais. Partindo desse ponto, voltamos à pergunta: os tucanos representam a classe média?
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